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Foto: Jim nachtwey |
XX
03/01/04
do livro Memórias à Beira de um Estopim (2005)
Era preciso datar e catalogar as invasões bárbaras Descrever os saques, as pilhagens, fotografar o campo em chamas para delimitar novas fronteiras – esse meu mundo, sempre diminuindo! Ao norte, os planos vêm montados em asas de corvos O oeste, silente, se arma O sul, em marcha, rompe a campina próxima Uma gota de caos encharca o leste Perigo rondando Sempre Era preciso eternizar minhas mazelas, pois elas extravasam os limites de minha mente, e eis que meu corpo é muito pequeno para contê-las
7 comentários:
Aplausos calorosos! Beijo
Muito bom Nolli!
Abração irmão.
JÁ FOI VISITAR O CÁSSIO?
E AÍ TUDO BEM?
Perfeito Nolli!
Verdade que explode na cara.
Abraços e ótima semana!
Uma boa rua, construída a passos espaçados. Abçs
esse texto está extraordinário. minimalista, mas épico
:-)
Nolli,
Visitar-se seu blogue e ler seus poemas é sempre uma aventura arriscada. Corre-se perigo aqui.
Mas mesmo sendo assim vim convidá-lo a voltar a apreciar os poemas que postei de um poeta chamado Luiz Gonzaga da Silva. É matéria boa e imperdível. O Gonzaga do nome dele não desmente a tradição artística que carrega. Sua poética, embora muito diferente da sua no organismo e na intenção, encantam pela sensibilidade.
Eliane F.C.Lima
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