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quinta-feira, 23 de maio de 2013

terça-feira, 2 de abril de 2013

Elephant ganha as ruas



Oficina realizada no SESI-SENAI no 22° Encontro SESI de Artes Cênicas.
Oficina realizada no SESI-SENAI no 22° Encontro SESI de Artes Cênicas.

sábado, 24 de novembro de 2012

1 – Criogenia



b) Ötzi, o Homem do Gelo 

Resta o corpo imolado
guardado nas entranhas
dos Alpes Ötzal                                 

Oferecido em hecatombe
a montanha –
que tem os seus caprichos –
guarda intacta a oferenda

A dieta de raízes
& os ossos de um mamífero               [Ochotonidæ] 
revelam seu cardápio final

O imenso freezer preservando
as tatuagens, a cor dos olhos  [primeira cor na escala de Martin Schultz]
a artrite                                                 [Borreliose de Lyme]

para que o Aquecimento Global
ou um alpinista o resgate
– Lázaro –                                [אלעזר]
de volta à luz dos holofotes



* do livro Elefnte, Editora Anfisbena, 2012

domingo, 23 de setembro de 2012

Elefante - Anfisbena




Amigos, eis aí a minha nova cria. "Elefante" é um livro artesanal, em capa de papelão, buscando ao máximo se afastar desse mercado que só faz produtos padronizados, idênticos. Trata-se de uma edição limitada: somente 30 exemplares. O valor é de $ 15 reais mais correio! Segue um poema:


Quebra-cabeça


1
Com Super Bonder®
por de pé o esqueleto da ave:
ofício repleto de ócio –
horas sobre ossos ocos
roídos por secreta mágoa

(o ar e o uso)

Silêncio do bico desgastado pelo canto
O formol roubou o brilho das penas
Largo gesto de asas, premeditado
O olho olha a parede e não vê

Mente quem diz: parece vivo


2
Palavra por palavra
para por de pé o poema:
bateia roendo o leito do rio

(o anel & o piercing
– de amores extintos –
resgatados para brilharem
   – again and again –
sobre uma luz cada vez mais fraca)

Palavra por palavra
para por de pé o poema:
broca em busca da cárie

3
Nada de novo no front
as palavras de sempre
sobre nova maquiagem

como mulher de revista pornô
: punheta para photoshop

Nada de novo no front
o poeta se gabando por
descobrir terra já cartografada –

habitada por centenas
milhares de babacas.