sábado, 5 de agosto de 2017

Prosa Poética Erótica


I
29/11/04
Seu ventre aberto sorri um riso de coisa a ser degustada satanicamente... corre um arroio de prazer em meio a tuas coxas. Como um cão vadio salto para o início (trêmulo!) de espetáculo. Na correnteza, amor, nadam peixes que deságuam em mim. Repleto, transbordo, escorro – invento um rio onde me afogo. 


Seu ventre aberto sorri um riso de coisa a ser degustada religiosamente... de suas coxas descem, ao infinito, um arroio. Como um herege devasso a passagem para o ápice (efêmero!) do show.  Na correnteza, amor, peixes transbordam para morrerem em minhas águas salgadas de mar transformado. Com dois passos venço a tempestade que me transformo.

  
Faísca uma fagulha de sol no útero negro da noite. Seu riso fecha-se em concha até transformar-se (provisoriamente!) numa rosa.







Um comentário:

Nadine Granad disse...

Oi, Rafael!

Eu perdi tantas postagens e, obviamente com o respeito de quem admira as letras alheias, pela sua página foi amor à primeira vista! Tu escreves muito bem!
Coloquei na lista do blog para não esquecer de acompanhar!
Li sua entrevista sobre seu livro ao público infantil, adorei!

Consegues caminhar pela prosa e poesia com facilidade... Aliás, diria que nunca tira o sapato da poesia ainda que a estrada seja repleta de parágrafos...

Boa semana!
Beijos! =)