quinta-feira, 28 de junho de 2007

A CELA













tela de Sir Edwin Landseer



Um dia o jornal da capital publicou uma matéria

dizendo que esse lugar em que crescemos brincando,
essas grotas, esses montes enormes
- eles chamaram de montanhas - eram lindos.

Nós passamos, desde então,
a acreditar nisso:


e tudo no mundo passou a ser
o que nossos olhos viam.


18 comentários:

Fabrício Brandão disse...

... e tantas outras coisas... acreditar no que desejamos acreditar, construir um mundo com o produto de nossa miopia. Onde a força maior disso tudo? Talvez por dentro de nossos próprios mistérios.

Saudações, meu caro! Linha fortes por aqui.

Leila Lopes disse...

Uns espelhos que nem sabemos por que refletem...
Gostei muito que vc foi lá no meu canto e eu por aqui sempre.
Beijos.

Loba disse...

O mundo é o que nossos olhos vêem. Mas nem sempre vemos o que é preciso ser visto. Ou se vemos, nem sempre enxergamos, né?
Beijo, poeta.

diovvani mendonça disse...

O trafegar na selva de pedra
polui, o OlhO que revela.

(por isso, muitas vezes mentiras, vestem o corpo da verdade)

MontanhosoAbraço.

Lunna disse...

Por que somos assim? Para sermos algo ou simplesmente nos definirmos precisamos antes de tudo acreditar no que outros dizem.
Primeira vez por aqui... Vim retribuir sua visita e conhecer sua paisagem...
Sabe, eu acho que podemos ser o que desejamos, sem nos incomodarmos com a visão alheia ou as definições que criam para outros. Já notou que quem cria visões não as seguem?
Abraços e bom fim de semana.

Cássio Amaral disse...

muito bom escrito Rafael.

Como de costume sua construção é muito bem feita e a crítica pertinente.

Abração.

Cássio Amaral.

Bia Pontes disse...

Que surpresa boa este seu novo espaço.
Lindo, sincero, inteiro. Faz diferença vir aqui. O que mais um escritor pode querer?
Minha admiração à você e meus aplausos ao David Marat, perfeito!
bjs.

Lisa disse...

é senhor poeta, rotularam tantas coisas, naturalizaram outras e um dia vimos o inferno e naturalmente justificamos: Não, isso é apenas guerra!
Adorei seu novo espaço

clarice ge disse...

Acreditar é tão necessário para nossa sobrevivência, né não? Acredita-se no útil e no desútil. Eu não canso de acreditar. acredito até que possuo a chave da cela, só não sei onde a coloquei. Enquanto não encontro, vou mirando as montanhas que me desenharam e dando pinceladas de outras cores.
Beijo Rafael

Menina do Rio disse...

Podiam dar o nome que quisessem e ainda assim refletiriam em nossos olhos na mesma intensidade.
Obrigada pela visita

beijos

Lidiane disse...

Rafael, que comentário mais doce no Delicatessen...
E olha, eu acredito muito nisso. Na beleza dos olhos de quem vê.
Talvez por isso, para uns, a vida seja mais colorida que pra outros.

Beijo, viu?

Amanda Julieta disse...

Olá, Rafael!!
Só vi hoje o seu comentário no meu blog, acho que ainda não havia respondido... Desculpe-me, é porque não estava usando o café com pãoesia, só o tecelã do infinito...
Obrigada, gostei muito de te ver por lá. Teu blog já está na minha lista!
Beijos!
(teceladoinfinito.blogspot.com)

diovvani mendonça disse...

E aí, camarada... ainda na cela? (rsrs) AbraçoDasMinas

Jana disse...

Querido,

tô passando aqui pra conhecer tua morada nova. Vou linkar lá no Casa de Burlesco! :D
Desculpe pela ausência. Sua amiga anda meio caramuja ultimamente. Estou batendo altos papos comigo mesma.
Seu texto me lembrou muito o Mito da Caverna de Platão. Nos habituamos a enxergar apenas as sombras e quando saímos da mesmice das imagens projetadas, para conhecermos novas realidades, pimba... Os olhos doem e é difícil se acostumar com outras perspectivas.

Beijos

Jana.

Antônio Alves disse...

Um poema ala Mito da Caverna. Há braços!


Antônio Alves
No Passeio Público
Postagens às quartas e domingos

Paulo Caucasiano disse...

Prezado Rafael,
Obrigado pela visita ao meu blog.
Quero ressaltar o que eu disse na minha crônica.
A forma de retratação com a comunidade negra do Brasil seria disponibilizar uma educação digna e de qualidade desde a primeira infância. As cotas para os negros seriam o mesmo que tratar um câncer com Aspirinas.
Devemos lutar contra o provisório eterno que impera na nossa sociedade. Precisamos de reformas profundas e não medidas provisórias e leis compulsórias.
Abraços e volte sempre.

Octávio Roggiero Neto disse...

talvez "acreditar nisso" foi a maneira que encontramos de nos sentirmos livres, mesmo dentro de grades. um dia a gaiola estará entreaberta, mas isso pouco importará...

saudações poéticas, meu camarada!

té mais ler!

Rubens da Cunha disse...

Obrigado pela visita ao Casa de Paragens e parabéns pelos lançamentos. É sempre bom saber que os poetas ainda insistem :)))
abraços
rubens